quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mercado imobiliário deve crescer 10%

Aumento do poder de compra e de crédito contribuiu para alavancar o setor; crescimento não é mais visto como um boom, mas como uma realidade que deve permanecer

Controle da inflação, redução de impostos, aumento da oferta de crédito e poder de compra, facilidades no acesso a linhas de financiamento e projeto do governo federal com recursos subsidiados para moradia, formam um conjunto de fatores que ajudaram a alavancar o mercado imobiliário em todo o Brasil. Para o imobiliarista Raul Fulgêncio, o aquecimento, que teve início em 2004, não é mais um “boom” ou algo momentâneo, mas uma realidade permanente.

É o que confirma também o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon), Osmar Ceolin Alves. A previsão, segundo ele, é que o segmento em Londrina cresça 10% em relação a 2009. “É um número muito significativo, já que a média de crescimento da construção civil no país é de 6%”, compara.



Londrina não perde para capitais

O presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina (Sincil), Marco Antônio Bacarin, diz que a cidade se destaca como prestadora de serviços de excelência e é pólo atrativo para outros municípios e investidores. “A construção civil não fica atrás. Temos imóveis com padrão de acabamento encontrado nas grandes capitais”, justifica.

Bacarin afirma que Londrina tem empreendimentos de qualidade para todas as classes sociais. Os condomínios horizontais de casas prontas refletem nova tendência no município. “As pessoas das classes em ascensão buscam segurança, qualidade de vida e moradia”, completa Raul Fulgêncio.

O mercado imobiliário, segundo Alves, gira em torno da oferta de crédito e medidas de incentivo à política econômica pelo governo federal. Mas, os investidores da cidade, em geral, não temem que mudanças nas lideranças políticas neste ano devam impactar no crescimento. “Tudo nos leva a crer que o setor continuará aquecido por bastante tempo”, avalia Raul Fulgêncio.

O aumento do poder de compra das classes mais baixas garante esta projeção otimista. O consultor regional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na área da construção civil, Ricardo Magno, afirma que famílias com renda de até sete salários mínimos representam a maior parcela da necessidade construtiva para os próximos anos. “Este nível de renda pede construções pequenas e médias com grande produtividade”, explica.

As classes A e B também prometem movimentar o segmento. O engenheiro civil e diretor da Teixeira Holzmann Empreendimentos Imobiliários, Marcos Fabian Holzmann, diz que uma pesquisa voltada para este público, realizada recentemente pela empresa, mostra que 55% dos entrevistados pensam em comprar um imóvel nos próximos dois anos. Para Holzmann, o londrinense recuperou a confiança no mercado. “A cidade começou a resgatar autoestima, motivação e passa por grande impulso”.
Fonte: Jornal de Londrina

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