sexta-feira, 10 de setembro de 2010

57,4% da população londrinense pertencem à classe B, diz estudo

Em três anos a classe B londrinense cresceu 29,7 pontos percentuais, enquanto as classes D e E diminuíram drasticamente. A informação é da JGV Pesquisa de Mercado e Opinião levantada na pesquisa Marca Londrina, realizada entre maio e julho deste ano em 2 mil domicílios nas regiões norte, sul, leste, oeste e centro. Os entrevistados responderam a 128 perguntas. A mudança de classificação econômica foi a principal mudança ocorrida desde o último levantamento, realizado em 2007, segundo a diretora da empresa, Flávia Vicente. Em 2007, 27,7% dos domicílios pesquisados era da classe B, em 2010, esse percentual é de 57,4%. Isso significa que mais da metade dos domicílios londrinenses entrevistados, hoje, têm renda familiar entre R$ 1.860 e R$ 6.300. No Brasil, a classe C foi a que mais cresceu.

De acordo com a diretora da empresa, diminuiu drasticamente o número de famílias sem nenhum poder de consumo (classe E) ou com poder de consumo apenas para alimentos (classe D). Dos domicílios entrevistados, 0,3% estão inclusos na classe E. Em 2007, eram 4%. A classe D concentra 3,5% das famílias entrevistadas. Em 2007, esse percentual era de 26%. “Londrina cresceu economicamente mais que o Brasil, que Curitiba e que Maringá”, afirma Flávia Vicente. “Mudando a classificação econômica da sociedade, mudam também dia-a-dia, hábitos, costumes.”



A pesquisa traz dados sobre o perfil deste novo consumidor que surgiu nos últimos três anos e que, segundo a diretora da JGV, vai auxiliar o empresário já estabelecido e aquele que quer vir para Londrina a adequar produtos, melhorar serviços, descobrir nichos de negócios potenciais. Entre as mudanças de perfil, a pesquisa aponta que hoje, 6% dos domicílios entrevistados são de pessoas sozinhas. Em 2007, esse percentual era de 2%. “Essa informação é importante para o supermercado, por exemplo, adequar seus produtos para atender esse cliente, ofertando mais embalagens menores, para serem consumidas em uma única refeição, por exemplo.”

O consultor do Sebrae André Basso afirma que a pesquisa é uma ferramenta importante para auxiliar na mudança de cultura do pequeno empreendedor. “Ele ainda recorre mais à sua percepção pessoal do que à pesquisa de dados. Por isso, o Sebrae apoia este tipo de iniciativa. Quanto mais disponibilizar essas informações, mais o pequeno empresário terá acesso e isso será importante para mudar essa cultura.” O Sebrae é um dos patrocinadores da pesquisa, junto com a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Sicredi e Sicoob.

O vice-presidente da Acil, Flávio Balan, afirma que cada vez mais é necessário que as ações de comércio sejam fundamentadas em pesquisas, que funcionam como redutores de risco.
Fonte: Jornal de Londrina

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