Grupo Sonae investe R$ 212 milhões em shopping na Zona Leste. Entrega está prevista para segundo semestre de 2012
Começou oficialmente, ontem, a comercialização das 236 lojas do Boulevard Londrina Shopping, na Zona Leste de Londrina. As obras devem ser iniciadas em outubro, assim que estiverem concluídas as readequações que estão sendo feitas nas galerias de águas pluviais. Quatro das oito lojas âncoras - Walmart, a megastore de móveis Etna, a empresa especializada em áreas de lazer Magic Games e um complexo de sete salas de cinema Cinemark - já estão confirmadas para o novo shopping, cuja inauguração está prevista para o segundo semestre de 2012.
O lançamento comercial e das obras foi ontem, com a presença de executivos do grupo português Sonae Sierra Brasil – que vai construir o shopping - e Grupo Marco Zero, responsável por todo o empreendimento, que contará também com um Centro de Convenções, prédios residenciais e comerciais, hotel e o Teatro Municipal de Londrina. De acordo com o CEO do Sonae Sierra Brasil, José Baeta Tomaz, a escolha de Londrina para um investimento que vai consumir mais de R$ 212,1 milhões líquidos foi baseado em estudos aprofundados. A cidade é a primeira do Paraná a receber um empreendimento da Sonae Sierra Brasil. “Apostamos que o progresso do Brasil passa por municípios como este, que tem um fulgor próprio, com um comércio efervescente, bom nível cultural e uma boa rede de infraestrutura. Cidades como Londrina representam hoje o potencial de futuro do País”, afirmou.
De acordo com o gerente de desenvolvimento da investidora, Mario Alves de Oliveira, o Boulevard Londrina Shopping será construído em uma área de 80 mil metros quadrados dos 165 mil metros de todo o empreendimento chamado de Marco Zero Boulevard. Segundo ele, deve gerar 900 postos de trabalho durante a construção, prevista para 20 meses. “O shopping terá dois pisos, com um total de 47,8 mil metros quadrados de área bruta locável”, explicou. Serão 197 lojas satélites, oito âncoras, três semi-âncoras e 23 lojas de fast food, além de dois restaurantes. “Coincidentemente, as quatro âncoras já confirmadas são também iniciativas inéditas em Londrina”, apontou.
As negociações para as áreas locáveis já estão abertas. “Nossa expectativa é termos 100% da área comercializada até a inauguração. A receptividade que tivemos até agora, com as âncoras, nos deixa muito otimistas”, afirmou o diretor de Operações da Sonae Sierra Brasil, Cesar Gabin.
De acordo com Oliveira, o projeto do shopping foi idealizado pelo arquiteto José Carlos Spagnoulo e segue todos os princípios de construção ambientalmente correta. “As preocupações da Sonae Sierra Brasil com o meio ambiente é muito maior até que as exigências que o município nos fez”, afirmou. De acordo com ele, o objetivo final é criar um local que respeite totalmente o meio ambiente, com a utilização das águas pluviais, amplas janelas para iluminação natural, com sensor de utilização de luz interligado ao sistema de ar-condicionado, entre outras inovações.
Shopping é ‘pontapé inicial’
Para o imobiliarista Raul Fulgêncio, coordenador do Grupo Marco Zero, a construção do shopping é o “pontapé inicial” de todo o projeto do Marco Zero Boulevard. “Agora, podemos passar para as outras etapas porque já temos o que apresentar aos investidores”, afirmou. Segundo ele, o grupo está em negociação com duas redes hoteleiras para assumir o hotel - a Íbis e a Novotel. “Ambas estão bem interessadas”, comentou.
No total, segundo Fulgêncio, serão investidos cerca de R$ 900 milhões em todo o projeto, dinheiro oriundo exclusivamente da iniciativa privada. “A única coisa que não está incluída na construção é o Teatro Municipal, cuja área doamos ao Município e cuja responsabilidade é da Prefeitura”, lembrou. Segundo ele, os investidores construirão também um centro de convenções, com capacidade para 3 mil pessoas, “porque faz parte do contexto do projeto”.
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto, elogiou a iniciativa que, segundo ele, “já nasce grande e consolidada”. E disse que o teatro será construído, a um custo de R$ 73 milhões, mas não especificou prazos.
Fonte: Jornal de Londrina
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