Um prédio do Residencial Lindoia, na zona leste de Londrina, foi interditado pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil por conta do risco de desabamento. A sequência de dias chuvosos na cidade fez com que a estrutura do edifício apresentasse rachaduras e trincas nas paredes, escadas e no terreno do entorno. Dezesseis famílias que moravam no prédio, localizado na Rua João Stringheta, evacuaram o local neste domingo(16).
Segundo o engenheiro da Companhia de Habitação (Cohab) e membro da Defesa Civil em Londrina Heleno Solano Rabello, que esteve no local, a obra é de responsabilidade da Caixa Econômica Federal (CEF) e tem cerca de seis anos. Moradores informaram que o prédio já apresentava algumas rachaduras, que foram agravadas pelas chuvas que caíram na cidade nos últimos dias.
A assessoria de imprensa da CEF informou que uma equipe de engenharia foi até lá nesta manhã para fazer uma avaliação técnica. A CEF ficou de dar mais informações no período da tarde.
Município pode decretar estado de emergência
Três dias de chuvas com poucas interrupções deixaram Londrina irreconhecível com 42 áreas de alagamentos, 14 casas danificadas e 61 desabrigados, três carros submersos e uma pessoa morta. O secretário de Defesa Social, coordenador da Defesa Civil em Londrina, Joaquim Antônio de Melo, informou que uma notificação preliminar de desastre já foi feita ao Governo do estado.
Várias secretarias estão mobilizadas para avaliar os problemas causados pelas chuvas. Melo disse que pelo menos 35 pontos precisam ser vistoriados. Ele afirmou que o município tem até cinco dias para decretar estado de emergência, mas isso deve ser feito ainda nesta segunda pelo prefeito Barbosa Neto (PDT).
Estragos
Os prejuízos afetaram a infraestrutura da cidade: houve rompimento de tubulações de água, parte do esgoto do centro de Londrina se misturou ao Igapó na chuva, tampas de esgoto vertiam água e havia bueiros entupidos por todos os lados.
No fim de semana, o Lago Igapó transbordou, inundou pistas de caminhada e foi tomado por toneladas de terra de todas as obras na bacia e lixo da população jogado nas ruas. Na Rua Joaquim de Matos Barreto, em frente ao Lago Igapó 2, a água atingiu mais de um metro de altura e provocou estragos em todas as casas.
A enxurrada provocou o fechamento, desde a tarde de sábado, da Rua Almeida Garret, logo após a barragem do Igapó 1. Uma torrente de água quase submergiu a ponte e passou por cima das tubulações de escoamento de chuva, invadindo a rua e bloqueando a passagem. Parte do asfalto desmoronou junto com tubos do abastecimento de água. Além do Igapó, diversos cursos hídricos como o Lago do Ribeirão Lindóia, Lago do Cabrinha (zona norte) e Ribeirão Quati (zona leste) transbordaram e invadiram casas.
Fonte: Jornal de Londrina
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