Na contagem regressiva para sediar
grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo e a Olimpíada 2016, o
setor de turismo no Brasil passa por um bom momento. A meta do
Ministério do Turismo para 2022 é colocar o Brasil como uma das três
maiores economias turísticas do mundo. Atualmente, o país ocupa a sexta
posição na atração de investimentos e consumo nacionais e estrangeiros.
De acordo com o balanço nacional de 2011
da ABF (Associação Brasileira de Franchising), as franquias do segmento
de hotelaria e turismo lideraram o crescimento do setor, garantindo às
empresas franqueadoras um faturamento de R$ 2,7 bilhões. O valor é 85,9%
maior do que em 2010. A previsão para 2012 é crescer em torno de 15%.
Há modelos de negócios diversificados,
que vão desde as agências de turismo convencional em loja física, como
TAM Viagens e World Turismo, até as que podem ser operadas em casa, com
investimento inicial a partir de R$ 4.000, como a Clube Turismo.
Fernando Ioris, coordenador comercial do
Grupo World, que possui franquias de agências de viagem e serviços de
turismo corporativo, cargas, câmbio, operadora, entre outros, acredita
que o cenário está favorável à abertura de negócios.
“Levando em conta a expansão deste
segmento e as oportunidades que serão criadas nos próximos seis a oito
anos, as perspectivas são boas, especialmente para franquias organizadas
e dinâmicas, que atendam clientes pessoa física e jurídica”, diz.
Mas não basta apenas confiar na expansão
do mercado, é preciso ter atenção ao dia a dia do negócio. “O
rendimento depende de uma série de fatores, desde o modelo de franquia
escolhido até a motivação da equipe e conhecimento do franqueado sobre o
mercado de turismo”, diz.
Eventos são oportunidade, mas é preciso pensar no longo prazo
“A demanda da Copa do Mundo e da
Olimpíada é pontual. O empreendedor deve fazer um planejamento de longo
prazo para que seu negócio dure após esses eventos”, afirma o
especialista em franquias Marcus Rizzo.
Quem apostar somente nos grandes eventos
esportivos para estruturar o seu negócio pode se dar mal. No caso das
franquias, a preparação para atender à grande demanda esperada costuma
vir da orientação do franqueador, que age de acordo com a estratégia do
negócio.
Mas Rizzo ressalta que o segmento de
turismo já costuma se planejar equilibrando picos de movimento e
calmaria, que ocorrem entre as temporadas de férias. Uma das estratégias
para lidar com a alta demanda prevista para os megaeventos é investir
na contratação de funcionários temporários e treinamentos mais curtos
para os colaboradores, de menor custo.
No entanto, segundo Rizzo, embora após a
Copa e Olimpíada a procura possa cair, a tendência geral no longo prazo
é a expansão do setor, puxada por fatores estruturais da economia como
aumento da renda da população, crescimento das companhias aéreas e
investimento em infraestrutura de aeroportos.
Como sobreviver após os eventos
Uma dica para os interessados em
investir numa franquia de turismo é, na hora de escolher o negócio que
vai abrir, dar preferência àqueles nos quais o franqueador não seja o
único ou o principal fornecedor para a rede.
“Nestes negócios, o franqueado
geralmente estará à mercê de preços estabelecidos pelo franqueador, que
nem sempre tem interesse em buscar os melhores produtos e serviços a
preços competitivos”, afirma Rizzo.
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