A Caixa Econômica
Federal deu continuidade à guerra dos juros. A instituição financeira
pública diminuiu ainda mais suas taxas mínimas de três linhas de crédito
ao consumidor. Também apresentou queda, ontem, em três modalidades para
micro, pequena e média empresa. Afirmou que segue a decisão do Banco
Central de diminuir a taxa básica de juros, a Selic, de 9,75% ao ano
para 9%. E reiterou que sua política é de apresentar taxas mais
atrativas do mercado. Na quinta-feira, o Banco do Brasil fez o mesmo.
Compactou seus percentuais em relação à primeira medida de redução de
juros, anunciada na primeira semana do mês.
O professor da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) José
Ricardo Escolá de Araújo destacou que as taxas mínimas dos bancos
públicos não são para todos. “É óbvio que não (terão acesso
às taxas). Os bancos não falam que também existem taxas máximas”,
disse. Ele lembrou que as análises para a liberação de crédito continuam
as mesmas.
Sandro Maskio, professor da Universidade Metodista de São Paulo,
analisou o cenário de competição dos bancos pelos juros mínimos mais
baixos e deu crédito aos consumidores. “Acho que os consumidores terão
várias contas bancárias (para fim de comparação) do que migração de uma
instituição para outra.”
Além da Caixa e do BB, o Bradesco, HSBC, Santander, Itaú Unibanco e Banrisul também fizeram alterações para baixo em seus juros.
Na Caixa, a taxa mínima do consignado vinculado ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)
passou de 0,84% ao mês para 0,75%, e a máxima de 1,80% para 1,77%. No
crédito pessoal, o piso desceu de 2,39% para 1,80%. E para
financiamentos de veículos, liderando o mercado, diminuiu de 0,98% para
0,89%.
Segundo projeção da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
do Estado de São Paulo), se os bancos mantiverem as reduções dos juros,
até o fim do ano o consumo terá acréscimo entre R$ 8,5 bilhões e R$ 10
bilhões.
Tendo em vista que a região é o quarto maior mercado consumidor do
País, segundo a Target Market e reúne 1,3% da população brasileira, o
Grande ABC tem chance de gerar R$ 110 milhões em consumo como
consequência das taxas mais baixas. (com AE)
Fonte: www.dgabc.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário