quarta-feira, 4 de maio de 2011

Londrina está na rota do Rumos Artes

Instalações, objetos, pinturas, esculturas e desenhos. Ou então um mix de tudo isso, uma espécie de hibridismo da arte, que mistura diversas linguagens. O curador Franzói, de Santa Catarina, quer saber o que Londrina está produzindo no campo das artes visuais. Ele é o responsável por um mapeamento da produção contemporânea local. O objetivo é estimular e orientar os artistas a inscreverem projetos no edital do Rumos Itaú Cultural, aberto em fevereiro deste ano, e que prossegue até 29 de maio. A partir de julho, os trabalhos selecionados serão patrocinados pelo programa durante os próximos dois anos.

“Espero ver uma produção contemporânea, de artistas emergentes e que estejam conversando com o hoje, discutindo com a sociedade e o mundo contemporâneo através da poética”, afirma Franzói. O curador estará na Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina (Av. JK, 1973), na manhã de sábado, a partir das 9h30, para ver portifólios, analisar trabalhos e orientar artistas a se inscreverem pela internet no edital. “O objetivo é divulgar o Rumos e também orientar como participar, como preparar o portfolio. Vou tirar dúvidas de como funciona”, diz.

Franzói pretende não somente estimular a inscrição no edital, mas também observar o que Londrina está fazendo nas artes visuais. “Vou buscar, com essa análise, ver a produção local.” Para o edital do Rumos, o curador pretende mapear artistas que tenham uma produção do ano 2000 para cá. “Sempre concectada com a arte contemporânea”, aponta. Ao todo, são 13 curadores espalhados por todas as regiões do Brasil, levantando informações, observando as produções artísticas de cada cidade ou estado. O coordenador geral é Agnaldo Farias, curador da última Bienal de São Paulo, a 29ª, realizada no ano passado.

Ao fim dos trabalhos de mapeamento, os curadores do programa vão escolher 45 projetos do Brasil todo para serem contemplados com recursos do Rumos Itaú Cultural. “A produção pode ser individual ou coletiva.” Embora já tenha uma noção do que a cidade produz, principalmente por contatos anteriores com o que é produzido por aqui, Franzói prefere não saber exatamente o que está rolando, até para que isso não influencie sua percepção e, posteriormente, na escolha dos trabalhos. “Quero ir mais cru para poder descobrir”, explica.

A experiência de observar o trabalho pessoalmente é, na opinião do curador, muito melhor do que apenas vê-lo por um portfolio digital, por exemplo. “Quando vejo in loco a obra do artista, já tenho um novo universo do que apenas ver o portfolio, ou ver somente a fotografia do objeto”, comenta. O bate-papo com o artista também pode ser enriquecedor, tanto para um quanto para outro. Isto não quer dizer, entretanto, que quem não tiver esta oportunidade não possa se inscrever.
Outras informações pelo site www.itaucultural.org.br.

Oportunidade de promover arte local
“É a possibilidade de divulgar o trabalho produzido aqui”, avalia o chefe da Divisão de Artes Plásticas da UEL, Danilo Villa, sobre o programa Rumos Itaú Cultural. Esta é, para ele, a oportunidade que artistas de Londrina e região têm de se encontrar com Franzói, o curador do programa. Para o artista, é uma possibilidade de ver o seu próprio trabalho promovido nacionalmente, já que o programa leva a arte produzida em cada região a exposições em outras cidades, inclusive capitais como São Paulo.

Villa aponta ainda que, caso o trabalho desperte a atenção do curador e, mesmo sem ser selecionado ao programa, há a possibilidade de um intercâmbio cultural. “Eles guardam os portfolios e podem voltar no ano seguinte. Se verem o amadurecimento do trabalho, é um oportunidade de promover o artista local”, diz. O espaço da Casa de Cultura da UEL estará aberto para qualquer artista mostrar seu trabalho ao curador, mesmo sem vínculo com a instituição.

Fonte: Jornal de Londrina

Nenhum comentário:

Postar um comentário