quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Greve dos bancários completa uma semana com 60 agências fechadas em Londrina

Para o sindicato da categoria, número é expressivo, pois na cidade há 78 bancos, e a tendências é que mais profissionais ingressem na paralisação. Sem propostas, greve não tem prazo para terminar

A greve dos bancários, que completou uma semana nesta quinta-feira (7), está cresendo em Londrina. Segundo o sindicato da categoria, das 78 agências, pelo menos 60 estão fechadas. Nesta manhã, dois bancos localizados na Avenida Duque de Caxias, que ainda estavam abertos, suspenderam o atendimento aos clientes.

De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Bancários, Marcos Neves, a expectativa é de que a adesão aumente ainda mais. Além das agências fechadas na Duque de Caxias, o sindicato conseguiu que funcionários de dois bancos da Avenida Higienópolis também cruzassem os braços.

“A cada dia conseguimos fechar uma nova agência. O movimento está fortalecido e a tendência é que mais profissionais entrem para o movimento”, disse.

Depois de sete dias de atendimentos suspensos, os clientes não devem ter muita esperança para uma solução rápida para o fim da paralisação. Segundo Neves, está faltando bom senso para os bancários negociarem com os profissionais. “Ainda não existe uma nova proposta. Com isso, não há previsão para o atendimento seja normalizado”, ressaltou.



Agências aceitam depósitos

Como os boletos bancários podem ser quitados em casas lotéricas, o principal problema enfrentado pelos clientes tem sido a realização de depósitos. O diretor classista informou que a transação está totalmente paralisada no Banco do Brasil. Já o restante dos bancos está aceitando a operação em algumas agências, onde há funcionários para autenticar os depósitos.

Com a paralisação, os clientes têm acesso somente aos serviços disponibilizados nos caixas eletrônicos, como saque, transferências e o pagamento de algumas contas.

Reivindicações

Pelo 18.º ano consecutivo, as conversas entre banqueiros e bancários sobre o acordo de data-base se esgotaram sem uma solução comum na mesa de negociações. Neste ano, a categoria busca conquistar um reajuste recorde de 11% (7% de aumento real, mais 4,29% de reposição da inflação medida pelo INPC).

Outro ponto da pauta, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, Wanderley Crivellari, é a melhoria nas condições de trabalho. “Queremos que os bancos acabem com a política de pressão para o cumprimento de metas abusivas”.
Fonte: Jornal de Londrina

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