Profissionais ficaram cinco dias paralisados em protesto pelo atraso nos salários
Depois de cinco dias de greve, os agentes de Endemias de Londrina voltaram ao trabalho na manhã desta quarta-feira (17). O movimento chegou ao fim com a confirmação do pagamento dos salários dos profissionais na tarde da terça-feira (16). Os agentes são terceirizados pelo Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), entidade suspeita de desvio milionário de recursos públicos.
Segundo a delegada regional do Sindicato dos Agentes de Saúde (Sindacs) do Paraná, Márcia Kitano, apenas alguns funcionários do Samu, que residem em outras cidades, ainda não receberam os salários, sendo o pagamento deve ser regularizado ainda nesta tarde.
Nos últimos cinco meses, os 1,1 mil funcionários do Ciap estão sofrendo com atrasos de salários e benefícios. Os problemas começaram depois da Operação Parceria, realizada pela Polícia Federal, Receita Federal e Controladoria Geral da União. A entidade, acusada de desviar mais de R$ 300 milhões em recursos públicos, atualmente é administrada por um interventor.
Rescisão contratual
A Prefeitura de Londrina já anunciou o rompimento dos quatro contratos que tinha com o Ciap: Samu, Endemias, Policlínica e Programa Saúde da Família. Os funcionários cumprem aviso prévio e trabalham somente até o início de dezembro. Até lá, o município promete apresentar uma nova empresa para gerenciar os serviços.
Para a delegada do sindicato, a promessa é que todo o processo de recisão com os funcionários e o pagamento das férias e 13º salário ocorra sem problemas. Márcia explicou que um novo juiz federal foi nomeado para cuidar do caso Ciap e ele já estaria, em conjunto com o interventor, preparando todos os documentos.
Fonte: Jornal de Londrina
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
LEC vendido
Loteadora de SC compra a sede do LEC por R$ 1,710 milhão. Estimativa é que valor pague 70% da dívida trabalhista do clube
Em leilão realizado ontem na 6ª Vara do Trabalho, a empresa Nossa Casa Empreendimentos Imobiliários, de Concórdia (SC), arrematou a sede campestre do Londrina Esporte Clube (LEC) por R$ 1,710 milhão. A oferta inicial da empresa catarinense era de R$ 1,450 milhão e havia sido feita há um mês. No leilão, entretanto, mais dois grupos se apresentaram e a praça ocorreu de fato, com lances das partes, que acabou elevando o arremate a R$ 1,710 milhão.
O valor pela área de 90 mil metros quadrados localizada na zona oeste, pago à vista, já está à disposição da Justiça Trabalhista. No entanto, há ainda um prazo, de no mínimo cinco dias, para que sejam apresentados, se houver, embargos à arrematação. Para o representante do Londrina no leilão, o advogado Ricardo Ramalho Cardoso, esse prazo é de dez dias. Nesse período o resultado do leilão deve ser analisado e homologado pela Justiça.
A previsão é de que o R$ 1,710 milhão pague, através de negociação mediada por um juiz do Trabalho, a maior parte – fala-se em 70% - da dívida trabalhista do Londrina, que tirando imposto e taxas está hoje em aproximadamente R$ 4,6 milhões. Tradicionalmente, as negociações das dívidas trabalhistas do Londrina pagam 30% do total. Agora, esse “achego de contas” deve acontecer por atacado.
As negociações devem adentrar 2011, pois são 120 processos a serem tratados individualmente. Advogados de credores, convocados pelo Conselho de Representantes do Londrina há cerca de um mês, já sinalizaram que vão para a negociação.
A dívida trabalhista do Londrina, negligenciada nas últimas décadas a ponto de ter 30% do total julgadas à revelia (sem defesa), culminou com a intervenção parcial no clube pela Justiça Trabalhista há quatro anos, e intervenção total há um ano. E ela só será suspensa quando essa dívida estiver paga.
A área da antiga sede campestre do Londrina mede 90 mil metros quadrados – ou 3,5 alqueires – e tem seis minas d’água. Uma avaliação feita por especialista do metier imobiliário apontou um valor de mercado de R$ 4,630 milhões. O leiloeiro Plínio Castro disse que o valor de arremate não foi maior porque as benfeitorias no local estão destruídas por vândalos e pelas intempéries. Esse foi o terceiro leilão. Também foi feita, em vão, uma tentativa de venda por um agente imobiliário.
Vida nova
Para o advogado e presidente do Conselho Deliberativo do Clube (foi destituído, mas não cassado), Ricardo Ramalho, a negociação foi muito positiva para o Londrina, já que vai permitir o pagamento de 70% das dívidas trabalhistas do clube. “Foi muito bom para o Londrina ultrapassar essa fase de articulação do pagamento da dívida. Assim como a assinatura de parceria com a SM Sports. Virada a página, Londrina entra num novo período, de vida nova”, avaliou, Ramalho, nomeado pelo juiz Reginaldo Melhado para acompanhar os leilões.
O leilão de ontem e a perspectiva de saneamento das dívidas são mais uma página importante na vida do Londrina Esporte Clube, que na semana passada assinou uma parceria com a empresa SM Sports. Ela vai gerir o futebol no clube pelo próximos dez anos.
Fonte: Jornal de Londrina
Em leilão realizado ontem na 6ª Vara do Trabalho, a empresa Nossa Casa Empreendimentos Imobiliários, de Concórdia (SC), arrematou a sede campestre do Londrina Esporte Clube (LEC) por R$ 1,710 milhão. A oferta inicial da empresa catarinense era de R$ 1,450 milhão e havia sido feita há um mês. No leilão, entretanto, mais dois grupos se apresentaram e a praça ocorreu de fato, com lances das partes, que acabou elevando o arremate a R$ 1,710 milhão.
O valor pela área de 90 mil metros quadrados localizada na zona oeste, pago à vista, já está à disposição da Justiça Trabalhista. No entanto, há ainda um prazo, de no mínimo cinco dias, para que sejam apresentados, se houver, embargos à arrematação. Para o representante do Londrina no leilão, o advogado Ricardo Ramalho Cardoso, esse prazo é de dez dias. Nesse período o resultado do leilão deve ser analisado e homologado pela Justiça.
A previsão é de que o R$ 1,710 milhão pague, através de negociação mediada por um juiz do Trabalho, a maior parte – fala-se em 70% - da dívida trabalhista do Londrina, que tirando imposto e taxas está hoje em aproximadamente R$ 4,6 milhões. Tradicionalmente, as negociações das dívidas trabalhistas do Londrina pagam 30% do total. Agora, esse “achego de contas” deve acontecer por atacado.
As negociações devem adentrar 2011, pois são 120 processos a serem tratados individualmente. Advogados de credores, convocados pelo Conselho de Representantes do Londrina há cerca de um mês, já sinalizaram que vão para a negociação.
A dívida trabalhista do Londrina, negligenciada nas últimas décadas a ponto de ter 30% do total julgadas à revelia (sem defesa), culminou com a intervenção parcial no clube pela Justiça Trabalhista há quatro anos, e intervenção total há um ano. E ela só será suspensa quando essa dívida estiver paga.
A área da antiga sede campestre do Londrina mede 90 mil metros quadrados – ou 3,5 alqueires – e tem seis minas d’água. Uma avaliação feita por especialista do metier imobiliário apontou um valor de mercado de R$ 4,630 milhões. O leiloeiro Plínio Castro disse que o valor de arremate não foi maior porque as benfeitorias no local estão destruídas por vândalos e pelas intempéries. Esse foi o terceiro leilão. Também foi feita, em vão, uma tentativa de venda por um agente imobiliário.
Vida nova
Para o advogado e presidente do Conselho Deliberativo do Clube (foi destituído, mas não cassado), Ricardo Ramalho, a negociação foi muito positiva para o Londrina, já que vai permitir o pagamento de 70% das dívidas trabalhistas do clube. “Foi muito bom para o Londrina ultrapassar essa fase de articulação do pagamento da dívida. Assim como a assinatura de parceria com a SM Sports. Virada a página, Londrina entra num novo período, de vida nova”, avaliou, Ramalho, nomeado pelo juiz Reginaldo Melhado para acompanhar os leilões.
O leilão de ontem e a perspectiva de saneamento das dívidas são mais uma página importante na vida do Londrina Esporte Clube, que na semana passada assinou uma parceria com a empresa SM Sports. Ela vai gerir o futebol no clube pelo próximos dez anos.
Fonte: Jornal de Londrina
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