quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Agentes de endemias encerram greve em Londrina

Profissionais ficaram cinco dias paralisados em protesto pelo atraso nos salários

Depois de cinco dias de greve, os agentes de Endemias de Londrina voltaram ao trabalho na manhã desta quarta-feira (17). O movimento chegou ao fim com a confirmação do pagamento dos salários dos profissionais na tarde da terça-feira (16). Os agentes são terceirizados pelo Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), entidade suspeita de desvio milionário de recursos públicos.

Segundo a delegada regional do Sindicato dos Agentes de Saúde (Sindacs) do Paraná, Márcia Kitano, apenas alguns funcionários do Samu, que residem em outras cidades, ainda não receberam os salários, sendo o pagamento deve ser regularizado ainda nesta tarde.

Nos últimos cinco meses, os 1,1 mil funcionários do Ciap estão sofrendo com atrasos de salários e benefícios. Os problemas começaram depois da Operação Parceria, realizada pela Polícia Federal, Receita Federal e Controladoria Geral da União. A entidade, acusada de desviar mais de R$ 300 milhões em recursos públicos, atualmente é administrada por um interventor.

Rescisão contratual

A Prefeitura de Londrina já anunciou o rompimento dos quatro contratos que tinha com o Ciap: Samu, Endemias, Policlínica e Programa Saúde da Família. Os funcionários cumprem aviso prévio e trabalham somente até o início de dezembro. Até lá, o município promete apresentar uma nova empresa para gerenciar os serviços.

Para a delegada do sindicato, a promessa é que todo o processo de recisão com os funcionários e o pagamento das férias e 13º salário ocorra sem problemas. Márcia explicou que um novo juiz federal foi nomeado para cuidar do caso Ciap e ele já estaria, em conjunto com o interventor, preparando todos os documentos.

Fonte: Jornal de Londrina

terça-feira, 9 de novembro de 2010

LEC vendido

Loteadora de SC compra a sede do LEC por R$ 1,710 milhão. Estimativa é que valor pague 70% da dívida trabalhista do clube

Em leilão realizado ontem na 6ª Vara do Trabalho, a empresa Nossa Casa Empreendimentos Imobiliários, de Concórdia (SC), arrematou a sede campestre do Londrina Esporte Clube (LEC) por R$ 1,710 milhão. A oferta inicial da empresa catarinense era de R$ 1,450 milhão e havia sido feita há um mês. No leilão, entretanto, mais dois grupos se apresentaram e a praça ocorreu de fato, com lances das partes, que acabou elevando o arremate a R$ 1,710 milhão.

O valor pela área de 90 mil metros quadrados localizada na zona oeste, pago à vista, já está à disposição da Justiça Trabalhista. No entanto, há ainda um prazo, de no mínimo cinco dias, para que sejam apresentados, se houver, embargos à arrematação. Para o representante do Londrina no leilão, o advogado Ricardo Ramalho Cardoso, esse prazo é de dez dias. Nesse período o resultado do leilão deve ser analisado e homologado pela Justiça.

A previsão é de que o R$ 1,710 milhão pague, através de negociação mediada por um juiz do Trabalho, a maior parte – fala-se em 70% - da dívida trabalhista do Londrina, que tirando imposto e taxas está hoje em aproximadamente R$ 4,6 milhões. Tradicionalmente, as negociações das dívidas trabalhistas do Londrina pagam 30% do total. Agora, esse “achego de contas” deve acontecer por atacado.

As negociações devem adentrar 2011, pois são 120 processos a serem tratados individualmente. Advogados de credores, convocados pelo Conselho de Representantes do Londrina há cerca de um mês, já sinalizaram que vão para a negociação.

A dívida trabalhista do Londrina, negligenciada nas últimas décadas a ponto de ter 30% do total julgadas à revelia (sem defesa), culminou com a intervenção parcial no clube pela Justiça Trabalhista há quatro anos, e intervenção total há um ano. E ela só será suspensa quando essa dívida estiver paga.

A área da antiga sede campestre do Londrina mede 90 mil metros quadrados – ou 3,5 alqueires – e tem seis minas d’água. Uma avaliação feita por especialista do metier imobiliário apontou um valor de mercado de R$ 4,630 milhões. O leiloeiro Plínio Castro disse que o valor de arremate não foi maior porque as benfeitorias no local estão destruídas por vândalos e pelas intempéries. Esse foi o terceiro leilão. Também foi feita, em vão, uma tentativa de venda por um agente imobiliário.

Vida nova

Para o advogado e presidente do Conselho Deliberativo do Clube (foi destituído, mas não cassado), Ricardo Ramalho, a negociação foi muito positiva para o Londrina, já que vai permitir o pagamento de 70% das dívidas trabalhistas do clube. “Foi muito bom para o Londrina ultrapassar essa fase de articulação do pagamento da dívida. Assim como a assinatura de parceria com a SM Sports. Virada a página, Londrina entra num novo período, de vida nova”, avaliou, Ramalho, nomeado pelo juiz Reginaldo Melhado para acompanhar os leilões.

O leilão de ontem e a perspectiva de saneamento das dívidas são mais uma página importante na vida do Londrina Esporte Clube, que na semana passada assinou uma parceria com a empresa SM Sports. Ela vai gerir o futebol no clube pelo próximos dez anos.
Fonte: Jornal de Londrina